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domingo, 28 de abril de 2019

5 anos de Casamento - Bodas de Madeira

Casal Rejane e Gilberto Santos

5 anos de Casamento... Nossa, nem imaginava chegar a tanto. Casamento é puxado, cansativo e para quem tem disponibilidade de se doar inteiramente (e isso é o melhor para ambos). Nesse tempo, vivenciei diversas frustrações, mas venho melhorando cada dia mais.

Lembro-me, como se fosse ontem, o quanto eu era ciumenta no início dessa história. Aí daquela que olhasse para meu digníssimo, eu ia brava para cima tomar satisfações. Lembrar isso me dar vontade de rir... que bobagem, que besteira, nem havia motivos.

A gente passa por tantas coisas: Primeiro vem a decisão de casar, assinar os papéis, lua de mel (hehehe), depois vem o negócio de morar juntos, dividir as tarefas (que até hoje estão mal divididas), comprar uma casa e mobílias. Ao mesmo tempo, também há o crescimento profissional e as despesas (água, luz, energia, telefone, internet, alimentação, parcelas do carro, financiamento da casa e assim vai), se manter firme e controlados para não bobear... Milhões de responsabilidades, parece que éramos felizes e não sabíamos. Mas não é esse terror todo como alguns pensam. Gente, não se compara. Quando chegar em casa e não escutar nossa mãe aos gritos mandando lavar a louça, porque ninguém lavou, você se tocará que quem deve se chatear agora é outra pessoa (no caso, eu). O pior é que não há com quem gritar, pois o maridão trabalha a maioria do tempo (e é aquele sossego). E, quando ele está em casa, é com quem posso contar, falar sobre meus dias, amar intensamente, viajar, fazer histórias, compartilhar momentos e planejar.

Ao longo desses 5 anos de casamento, tivermos trilhões de milhares de DRs, parecia que não éramos compatíveis no primeiro ano. A gente discutia por estranhar a falta de cavalheirismo que pregavam as comédias românticas. Acabei pegando a mania de limpeza, parecia a minha mãe. Tudo era motivo para estresse: toalha molhada em cima da cama, ele ter passado o dia sozinho em casa e não ter feito nada. E ele naquela tranquilidade.

No início, a ideia de morar distante dos meus pais parecia adorável. Mas comecei a chorar quase que diariamente com saudades, principalmente ao perceber que meus sobrinhos estavam crescendo e eu só acompanhava isso por fotos. As visitas a minha cidade natal eram cada vez mais curtas e esporádicas. A ainda tem o detalhe que troquei meu nome lindíssimo de Oliveira por Santos (isso foi uma prova de amor).

Aí, vem aquela certeza, não tenho duvidas que tenho a pessoa certa ao meu lado. Nesses 5 anos de casamento, nos dias de folga, ele me buscou e me deixou no trabalho, me espera paciente até a conversa com minhas amigas terminar, é super responsável, paga todas as despesas, eu e ele estamos no controle, ele sente falta, ele chora comigo, oramos juntos, sentimos que não conseguimos viver sem o outro, ele é meu companheiro, o meu grande amor, ele come muito (e eu pouco), saímos para lanchar e não passo de um cachorro quente, enquanto ele está no 4º, ele é gordo e eu magra, ele me segura nos braços, sou levinha, ele me acompanha no médico, ele virou meu companheiro de todos os momentos!

Como posso maltratar aquela pessoa que vive comigo todos os dias? É incrível como a forma de pensar e agir muda. Por incrível que pareça, não existem mais aquele papo  de você não pode mais ter amizades com mulheres e nem eu com homens, a gente confiar. A gente aprendeu a lidar com as situações, mas claro que sempre dou uma mexidinha no celular do cara para ver o que está acontecendo. E, o pior de tudo, é que ele é mais simpático do que eu. Assim, ele se transformou no Vaqueiro.

"Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-a à sua mulher, e serão uma só carne" (Gênesis 2:24)

Gilberto Santos, a gente decidiu casar, embora não tivéssemos maturidade suficiente para entender o real significado do casamento. A gente não sabia que iria aprender tanto com isso. Hoje sou sua mulher, tenho muito respeito e amor por você!


-- Rejane Santos




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